quinta-feira, 23 de abril de 2009

PROCESSO DE CRIAÇÃO EM DANÇA

As minhas 7ªs. séries da EE."José Edson Moyses de Irapuru-SP, experimentaram após um estudo sobre o método da "Labanotação" o processo de criação em Dança pelos territórios da Dança e do teatro. Partimos de uma única temática, já que é assim que os grandes coreógrafos fazem para a criação de suas obras. O tema "Água" ficou em destaque e cada grupo pode mostrar como realizaram o processo criativo e colaborativo. Interessante saber sobre: - Rudolf Von Laban _(*Bratislava,1879 - +Inglaterra, 1958), dançarino, coreógrafo, educador, dedicou sua vida a sistematizar e conhecer a linguagem da dança em seus diversos aspectos: criação, notação, apreciação e educação.
A importância dos trabalhos de Rudolf Laban nas áreas de arte, psicologia, educação, arquitetura já são de reconhecimento universal. Centros universitários, de arte, de educação e companhias de dança na Inglaterra, Estados Unidos, França, Canadá, entre outros, já adotam e trabalham com os referenciais de Laban há pelo menos meio século.
No Brasil, Laban ainda é tido primordialmente como educador, carecendo ainda de um olhar sob a perspectiva da arte, da criação estética e da linguagem da dança. A abordagem da dança sob uma perspectiva labaniana permite ao artista e ao leigo compreender, desconstruir e transformar a arte da dança em seus aspectos coreográficos, técnicos e de fruição.
Tendo desenvolvido seus trabalhos na área de dança na primeira metade do século XX, é mister que hoje sua visão e idéias sobre a dança sejam rediscutidas e relidas sob uma perspectiva contemporânea. Desse modo, o trabalho de Laban não se perderá no passado e poderá contribuir para a dança do presente e do futuro. Enfim, todos os grupos puderam vivenciar esta experiência em dança seguindo suas etapas no processo de criação: 1)-Temática 2)-movimentos 3)-influências do cotidiano escolar 4)-Planos: baixo, médio e alto - 5)-Rítimo 6)-Relação suporte com a materialidade (objetos cênicos). Aqui, mostramos um trecho dos ensaios como resultado parcial do estudo e da aprendizagem . Arte... aprende-se na prática, no incentivo e no fazer junto (relação: professor e aluno x troca de experiências)... Obrigado meus alunos das 7ªs. séries. - (video - Ensaio de um dos grupos - "Street School" - alunos da 7A- José Edson Moyses - Irapuru-SP)

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domingo, 19 de abril de 2009

TEATRO GREGO: Origem Dionisíaca


O teatro na Grécia antiga teve suas origens ligadas a Dionisio (no detalhe - obra de caravaggio bachus), divindade da vegetação, da fertilidade e da vinha, cujos rituais tinham um caráter orgiástico. Durante as celebrações em honra do deus, em meio a procissões e com o auxílio de fantasias e máscaras, eram entoados cantos líricos, os ditirambos, que mais tarde evoluíram para a forma de representação plenamente cênica como a que hoje conhecemos através de peças consagradas. Seu florescimento ocorreu entre 550 a.C. e 220 a.C., sendo cultivado em especial em Atenas, que neste período também conheceu seu esplendor, mas espalhou-se por toda a área de influência grega, desde a Ásia Menor até a Magna Grécia e o norte da África. Sua tradição foi depois herdada pelos romanos, que a levaram até as suas mais distantes províncias, e é uma referência fundamental na cultura do ocidente até os dias de hoje.
Autores:Embora sejam registrados muitos autores especialmente na época áurea do teatro grego, somente de quatro nos chegaram peças integrais, todos eles de Atenas:Ésquilo, Sófocles e Eurípides na tragédia, e Aristófanes na comédia. Suas criações, e mais referências de fontes secundárias como Aristóteles, são a base para o conhecimento do teatro da Grécia Antiga.
Ésquilo (525 a 456 a.C.. aproximadamente)Principal texto: Prometeu acorrentado.Tema principal que tratava: contava fatos sobre os deuses e os mitos. Sófocles (496 a 406 a.C. aproximadamente)Principal texto: Édipo Rei.Tema principal que tratava: as grandes figuras reais. Eurípides (484 a 406 a.C aproximadamente)Principal texto: As troianasTema principal que tratava: dos renegados, dos vencidos (pai do drama ocidental)Aristófanes (445 a.C.? – 386 a.C.) Dramaturgo grego considerado o maior representante da comédia grega clássica
Os gêneros: Tragédia e Comédia
Tragédia é o gênero mais antigo, tendo surgido provavelmente em meados do século VI a.C. Os temas da tragédia eram oriundos da religião ou das sagas dos heróis, sendo raras as tragédias que se debruçavam sobre assuntos da época (um exemplo de passada que abordava temas contemporâneos foi Os Persas de Ésquilo). A maioria das tragédias retrata a queda de um herói, muitas vezes atribuída à sua arrogância (hybris).
A Comédia passou a integrar as Grandes Dionísias em 488 a.C ,tendo tido portanto um reconhecimento meio século depois da tragédia. No ano de 440 a.C. a comédia foi também introduzida nas Leneias, outro festival em honra Dioniso no inverno. Na comédia o coro assumia uma importância maior que na tragédia e verificava-se uma maior interatividade com o público, já que os autores dialogavam com este. Da Comédia Antiga apenas sobreviveram os trabalhos de Aristófanes, que se inspiram na vida de Atenas e que se caracterizam pela crítica aos governantes (Os Cavaleiros, Os Acarnenses), à educação dos sofistas (As Nuvens) e à guerra (Lisístrata). Um dos políticos mais criticados por Aristófanes foi Cléon, que teria levado Aristófanes aos tribunais por se sentir ofendido. A Comédia Nova desenvolveu-se a partir da morte de Alexandre Magno em 323 a.C. até 260 a.C. Teve em Menandro o seu principal representante. A política já não era um dos temas explorados, preferindo-se enredos que giravam em torno de identidades falsas, intrigas familiares e amorosas.
Dos teatros da Antiga Grécia alguns dos mais importantes são o Teatro de Epidauro, o Teatro de Dodona, o Odeon de Herodes Ático, o Teatro de Delfos, o Teatro de Segesta, o Teatro de Siracusa e o Teatro de Dionísio. (Mais informações sobre teatro: acesse o blog dos meus alunos do Ensino Médio do JEM: www.blogarte2b.blogspot.com/ - www.blogaonoturnos.blogspot.com - www.jemartistic.blogspot.com )

quinta-feira, 9 de abril de 2009


Peça teatral e palestras buscam conscientizar alunos sobre educação


Legenda: Marcos Scarabello será responsável pela apresentação teatral

Uma pesquisa recente do Ibope aponta que a educação é a sexta prioridade do brasileiro. O problema do ensino passa a ser cultural, pois tem fama de ser ruim – exceto o universitário. O resultado divulgado nesta última semana confirma a atual pesquisa do MEC, divulgada há um mês, que 70% dos alunos que terminaram o ensino médio no País no último ano não ingressaram em uma universidade. Com isso, a Fundec já finaliza diversas ações para conscientizar os estudantes a prosseguirem os estudos e torná-lo prioridade.“Para alguns, o consumo imediato é mais importante do que investir na educação”, disse Enio Garbelini, diretor acadêmico da Unifadra. Uma peça teatral e várias palestras estão sendo programadas para acontecerem durante todo o ano letivo em Dracena e região, com o propósito de ressaltar a importância da qualificação profissional e o estudo de forma continuada. “Educação é exigência básica para os melhores postos de trabalho”, afirmou Edson Kai, diretor executivo da Fundec, que citou a matéria divulgada no Portal CM News, mencionando que quase 100% dos bons empregos tanto públicos quanto privados exigem ensino superior e técnico.A região da Alta Paulista já sente o reflexo desta falta de interesse dos jovens que não deram sequência aos estudos, sendo que mais da metade dos formandos do ensino médio no ano passado não foi para a universidade ou para as instituições que oferecem cursos profissionalizantes em nossa região. Para o diretor, é preciso agir com rapidez frente ao cenário que preocupa as instituições de ensino na Alta Paulista e comunicou que as ações devem começar no próximo mês. O Brasil tem hoje apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos cursando o ensino superior. É um índice baixo, quando comparado com Chile e Argentina, onde 40% dos jovens nessa faixa etária ingressam na universidade. http://www.fundec.edu.br/noticias.php?cod=298

COELHADA


(Detalhe da exposição dos coelhos em tecido)Para comemorar a Páscoa, os alunos do 1º termo do curso de Artes da Unifadra realizaram durante toda a semana, uma exposição de trabalhos manuais com enfoque no folclore brasileiro e nos símbolos sobre a data que é comemorada em vários países. Segundo Marcos Scarabello, professor da disciplina de Cultura Popular, os acadêmicos receberam todas as técnicas de recortes em tecidos e uso de pinturas manuais nas aulas em sala de aula e no laboratório do curso e confeccionaram os coelhos artesanalmente. “O propósito da atividade foi atingido e deu ênfase a questões voltadas aos grupos étnicos que formam a Cultura Brasileira”, explicou. A exposição teve início esta semana no hall de entrada da Fundec e os trabalhos ficam expostos até domingo (12). Daniela Macário, coordenadora do curso de Artes, comentou que os professores desenvolvem diversas atividades para comemorar várias datas festivas durante o ano, o que traz a prática para os estudantes e divulga a cultura popular.